Domingão, poltrona de leitura e um notebook aberto. Escrevo minha segunda newsletter após correr/caminhar 10 km e gravar vídeos para o lançamento do curso de oratória criativa (está chegando!).
Enquanto eu espero minha esposa e os demais voltarem do parque (sim, eles foram ao parque), volto-me à pergunta que marcou minha semana: qual é o meu suficiente?
Eu acabei de ler A psicologia financeira, do Morgan Housel, e esta é uma sugestão que ele faz: fixe o que é suficiente para você. Caso contrário, você sempre revisará a meta para cima.
Quanto você gostaria de ganhar hoje? 10 mil, 20 mil, 50 mil, 500 mil reais por mês? Fixe o seu suficiente. Suficiente não é pouco, é o quanto você gostaria de ganhar, é o seu desejo.
Depois de fixar isso, basta corrigir o valor pela inflação anualmente. Você sempre saberá o seu suficiente. Combine isso com o patrimônio que você gostaria de ter (renda e patrimônio são coisas diferentes) e voilà: você terá consciência da renda e do patrimônio ideais para a sua pessoa!
Pense comigo.
Eu não uso relógios. Aliás, eu uso em ocasiões especiais, tipo o aniversário da minha filha ontem. Mas não faria a menor diferença ir sem relógio. Agora, pergunto: faz sentido eu comprar um relógio caro? Não, não faz.
Eu não ligo para carros. Claro que eu gosto de um carro bom. Ninguém quer passar calor, sofrer com motor e grudar a perna no banco sujo. Mas, sendo o carro confortável e limpo, eu estou atendido. Eu tenho amigos que sabem os modelos dos carros mais caros do mundo, carros que eles nunca tiveram. É um sonho. Pois é, eu não tenho esse sonho. Agora, faz sentido eu pegar minhas economias e comprar um carro caríssimo?
O seu suficiente tem que combinar com você, com seu estilo de vida ideal, com seu projeto de padrão socioeconômico. Eu adoro hotel bom, café da manhã bom e livro bom. O resto a gente ajeita.
E o que fazer depois de atingir o seu suficiente? Continue trabalhando e crescendo. Mas de um jeito leve. Não se compare ao parente e ao amigo que fixaram suficientes maiores ou que não fixaram suficientes e continuam nessa corrida de ratos.
Fica, então, minha pergunta a você nesta segunda: qual é o seu suficiente? Um abraço, bom café e boa semana!