Quando eu tinha 18 anos, minha mãe me ligou. Passávamos por uma crise financeira. A empresa da família não ia bem. Era um pequeno atacado. Mas, em se tratando de atacado, nada é pequeno, nem a crise.
Não era a primeira ligação. Não seria a última. Minha mãe nunca nos poupou de problemas. O problema nunca era do armazém, era da família. Todos vivíamos a crise. Mas meu pai era diferente. Ele não falava. Quando falava, sabíamos que o grau era elevado. Quando fazia, elevadíssimo. Daquela vez, ele fez. Cortou nossa mesada pela metade. Tudo bem. Não era nada grave. Comparados aos nossos colegas de faculdade, sempre pertencemos a uma minoria privilegiadíssima.
Prossigo.
Eu nunca expus problemas. Até hoje, não o faço. Sigo um conselho de Maquiavel ao príncipe: abro-me com duas pessoas. Para as demais, tudo vai bem. Sempre.
É que, em se tratando de problema pessoais, a maioria das pessoas, ao saber de sua situação, tem pena ou prazer. E nenhum dos sentimentos resolve.
Dezesseis anos depois, evidentemente, o problema foi superado. O armazém nem existe mais (há uns 4 anos, meu pai decidiu fechá-lo e se aposentar).
Mas o objetivo da minha Newsletter de hoje não é trazer respostas, mas deixar perguntas.
Quem são seus conselheiros quando você tem problemas pessoais, especialmente financeiros? Você conta ao mundo ou a duas ou três pessoas? Seus conselheiros são os mesmos para todas as áreas da vida ou variam conforme o tema?
A escolha dos seus conselheiros revela o seu grau de sabedoria e de busca da sabedoria.
Daqui a uma semana, nos dias 1, 2 e 3 maio, às 21h, eu vou falar sobre A Sua Vida Financeira. Eu quero ser, por três dias, o seu conselheiro. Não, você não terá que pagar por isso. Mas o valor será inestimável.
Deixo aqui meu simples convite. Se quiser se inscrever, clique aqui.
Um abraço e ótima semana,
Samer